4 de out de 2010

Série: AVIVAMENTO 2 - PORQUE DEUS NÃO ENVIA O AVIVAMENTO?


Série: AVIVAMENTO 2  - PORQUE DEUS NÃO ENVIA O AVIVAMENTO?

Para entendermos porque muitos lugares, igrejas, pessoas, ministérios, países, cidades não experimentaram de fato o verdadeiro AVIVAMENTO do Senhor, é preciso saber o motivos, aliás, é preciso conhecer o motivo inicial que impede de Deus enviar o Avivamento.Vamos descobrir qual é ? No texto abaixo, cuja fonte é da Revista Impacto, relata muito bem, Vamos ler: 



Por Que Deus Não Envia o Avivamento?



Muitas pessoas me perguntam por que é tão difícil ver avivamentos no mundo ocidental numa época em que há explosões da atividade do Espírito Santo em diversas outras regiões do mundo. De fato, Deus está agindo hoje, em vários lugares, de maneira marcante, bem mais do que poucos anos atrás. Por que é tão diferente nos Estados Unidos e na Europa?

Um pecado pessoal com consequências coletivas
 Para explicar minha resposta a essa pergunta, preciso mostrar alguns princípios de Deus numa história do Antigo Testamento, no livro de Josué. É sobre a batalha contra a cidade de Ai (Js 7). Israel estava muito confiante porque seus exércitos estavam acostumados a vencer as batalhas sem precisar tirar a espada da bainha. A fama das outras vitórias e das ações sobrenaturais de Deus ia à frente deles e fazia com que os inimigos se rendessem sem precisar travar uma batalha.
 Porém, no caso da batalha contra Ai (que, por sinal, era uma cidade pequena e insignificante), os israelitas levaram uma surra. A Bíblia diz que o coração do povo “se derreteu e se tornou como água” (Js 7.5). O exército voltou derrotado para o arraial.
 Algo de muito errado acontecera. Os anciãos de Israel sabiam disso; só não sabiam o que era. Por isso, ao invés de avançarem para a batalha, pararam tudo, lançaram-se ao chão, com o rosto em terra, jogaram pó sobre a cabeça e clamaram a Deus pedindo entendimento e revelação.
 A resposta não demorou. “Israel pecou”, o Senhor lhes disse. 
 Você conhece a história. É a história de Acã, um homem que tomou do despojo que fora dedicado a Deus e misturou-o com as próprias possessões, enterrando-o em sua tenda.
 Observe que Deus não disse a Josué e aos anciãos: “Acã pecou! Vão tratar com ele!” Ele disse: “Israel pecou!” Isso mostra que pecados pessoais têm consequências coletivas. Nessa jornada que trilhamos, preparando nossa vida e comunidade para um avivamento de transformação, o processo, embora definitivamente pessoal, jamais pode ser considerado privativo.
 Não podemos reter as coisas interiormente, achando que são problemas só nossos: “Ninguém precisa ficar sabendo, meu problema não está atrapalhando ninguém”. Essa é uma ideia totalmente falsa. A história de Acã o comprova de maneira dramática.

Tomando coisas dedicadas
Agora, nesse caso, o que Israel podia fazer? Josué e os líderes lançaram um processo que, se fosse hoje, seria considerado inacreditavelmente invasivo. Realizaram uma busca, família por família, para descobrir o que Deus estava vendo, o que o estava entristecendo e impedindo que sua presença cobrisse toda a nação.
Fico pensando nas igrejas atuais, plantadas em bairros das cidades, lugares de total desordem, cheios de pessoas sem-teto espiritualmente falando, com toda sorte de disfunção social e familiar. Acabo de ler um relatório sobre uma comunidade em determinado lugar, cheia de problemas, um dos piores lugares do país inteiro. Contudo, existem cem igrejas nesse mesmo lugar! O que isso nos diz? Mostra claramente que as igrejas ali estão sendo derrotadas assim como aconteceu com o povo de Israel em Ai.
É hora de interromper a rotina do dia a dia. É hora de os líderes caírem com o rosto em terra, jogarem pó sobre a cabeça e pedirem a Deus para revelar onde está o problema! E não devem voltar à rotina enquanto não receberem uma resposta! Faz sentido continuar como se tudo estivesse normal quando há esse tipo de aberração como manchete do dia?
O que aconteceu, no final desse episódio, foi que Acã e sua família morreram. Temos outros casos, como o de Cades-Barnéia, em que os dez espias que incitaram o povo à incredulidade morreram, e o de Atos 5, envolvendo Ananias e Safira, que também morreram por tomar coisas consagradas, misturando-as com bens pessoais. Na verdade, toda vez nas Escrituras que alguém tomou aquilo que era consagrado a Deus e usou-o como possessão pessoal, houve morte.
A propósito, o que significa consagrado? A palavra consagrado nas Escrituras significa simplesmente santo. Refere-se a algo que foi separado, dedicado a Deus. Os escritórios e empresas, hoje, costumam ter várias linhas telefônicas para uso comum, dentre as quais uma ou duas apenas são consideradas “dedicadas”. São linhas exclusivas para transmissão de dados, ligações 0-800 ou algo semelhante. Não são para o uso comum. O contrário de santo não é ímpio ou pecaminoso, mas comum.
Vemos isso no jardim do Éden quando Deus disse para Adão e Eva: “Há muitas árvores nesse jardim que são comuns, das quais podem comer livremente. Mas existe uma árvore aqui que é dedicada. Ela foi separada. É santa. Não é comum. Se vocês comerem dessa árvore, se pegarem do fruto dela e o misturarem com o fruto das outras árvores, vocês MORRERÃO”.
Infelizmente, descobriram que Deus estava falando sério!

Chave desligada
 Agora, a pergunta é esta: já que esse tipo de mistura, em que os homens se apropriam daquilo que pertence somente a Deus, acontece em massa nas igrejas de hoje, por que não vemos cristãos morrendo por todos os lados também? E não venha me falar que é coisa do Velho Testamento, porque a história de Ananias e Safira aconteceu no Novo!
 O fator que precisamos ver é o seguinte: pegar algo que foi consagrado – e que, portanto, é santo – e misturá-lo com as próprias possessões causa morte quando acontece num ambiente de verdadeiro poder. Portanto, se fazemos isso comumente hoje e não morremos, só podemos concluir que não vivemos num ambiente de verdadeiro poder.
Com isso, temos uma notícia boa e outra má. A boa notícia é que continuamos vivos. A má notícia é que, sem ambiente de poder, nossa sociedade nunca será transformada. Então, por estarmos nessa condição de despreparo, quando oramos a Deus por avivamento, na realidade estamos pedindo algo que nos mataria! “DEUS, DESCE COM TEU PODER! QUEREMOS RECEBER TUA SANTA PRESENÇA! DESCE SOBRE NÓS COM TEU FOGO!” Até cantamos músicas com estas palavras: “Manda fogo, Senhor!”

Ainda bem que Deus, em sua graça e misericórdia para conosco, não concede o que pedimos porque sabe que, se o fizesse, morreríamos.
É como um pai que vê seu filhinho tentando enfiar um objeto metálico na tomada de energia elétrica. Diante disso, ele tem duas opções: ou toma o objeto das mãos do filho ou desliga o disjuntor para cortar a energia. É exatamente isso o que Deus está fazendo. Já que você e eu estamos distraídos e muito indisciplinados, já que não estamos nem desesperados nem com expectativa, Deus precisa deixar a chave de seu verdadeiro poder desligada a fim de que tenhamos chance de viver pelo menos mais um dia – e, assim, obter mais uma oportunidade de sermos transformados.
Da boca para fora, estamos sempre nos comprometendo com Deus! “Deus, eu prometo! Consagro minha vida a ti. Vou me preparar para o avivamento.” Dias, talvez horas depois, já pegamos de volta o compromisso, aquilo que consagramos, que já é santo e pertence a Deus. Entregamo-nos a Deus e voltamos atrás, vez após vez, como se nosso compromisso fosse um ioiô.
Depois, ainda temos a coragem de perguntar por que Deus não vem, por que não aparece. Será que pensamos que ele não toma conhecimento de nossa prática e de nosso comportamento?
“The Sentinel Group” foi fundado em 1990 pelo pesquisador de missões George Otis, Jr. Durante suas viagens, Otis observou que certas regiões do mundo manifestavam opressão espiritual muito mais forte do que em outros lugares. Procurando entender por que isso acontece, ele passou vários anos na década de 1990 pesquisando e entrevistando pessoas em aproximadamente 50 países.
 Durante o mesmo período, notícias começaram a chegar de impressionantes avanços espirituais em alguns dos lugares mais improváveis do mundo – incluindo cidades ou territórios dentro da Janela 10/40. O mais interessante para os pesquisadores era que, em muitos casos, o avivamento espiritual resultava em melhorias quase imediatas no cenário político e social da comunidade.
 A partir de 1995, o ministério começou a investigar esses relatórios com mais seriedade. Exemplos de comunidades transformadas foram documentados em quatro continentes. Em junho de 1999, o primeiro vídeo Transformações foi produzido.

Fonte: Revista Impacto


No amor de Cristo, trabalhando pelo reino,
a serviço do Rei Jesus.







Um comentário:

  1. Gostei muito deste texto... muito mesmo, cada vez mais me tornando conhecedor da palavra de Deus. Douglas Silas.

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