20 de jun de 2012

UM DEUS CONFUSO? - Miquéias Castreze


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UM DEUS CONFUSO?
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UM DEUS CONFUSO?
Miquéias Castreze

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Tem dias que o Senhor nos permite viver os piores dias das nossas vidas. Sentimentos de abandono e dor na alma, se tornam os atores principais no palco da nossa vida. E não estamos falando apenas desses dois, parece que ambos nunca serão extintos, os momentos são angustiante e de grande aflição, são como trevas diárias, e constantes. Nossa carne envelhece, e nossos ossos parecem expostos ou moídos. É como sentir a dor do veneno de uma picada de cobra.
 É como morar no cemitério, onde a cova é profunda e fria. É Tenebroso. Os grilhões prendem os pés e as mãos. Oramos e parece que a oração e o clamor não tem força para ultrapassar, sequer o teto. Não acontece nada, é como estar escondidos, atrás de tudo. Não se tem sucesso aparente, não se tem fama aos olhares dos homens, parece que estamos em pedaços, simplesmente em pedaços espalhados pelo chão. E ao mesmo tempo, somos alvos de flechas, dardos inflamados do maligno e de todos os que estão ao redor. Somos motivos de escárnios, deboches, e de vergonha. É como ter os dentes quebrados e arrancados a força. O sabor de tudo é como amargo, igual fél. Existe muito fermento na massa toda.  
Com todo esse roteiro sendo traçado na trama, surgem os questionamentos humanos. A resposta é simples e complexa, fácil para responder, mas de difícil entendimento, pois a resposta é que Deus, o nosso Senhor e Salvador, permite todas essas coisas, para que seja descortinados nossos pecados,  para gerar verdadeiro arrependimento, só para Ele nos ter por perto, pois El deseja que aceitamos a Sua paternidade.
Um Deus confuso? Sim, confuso para a mente dos homens, mas estratégico e realista, a fim de restaurar, edificar, estruturar e estabelecer cada um de nós, como co-herdeiros dignos em Cristo Jesus, como filhos!
Para o sucesso de um campo a ponto de ser colhido, a semente primeiro morreu, gerando seus frutos. Para obter sucesso como homem e mulher de Deus, é preciso morrer para o mundo e para você mesmo, ter as vontades humanas mortificadas diariamente pelo Senhor. O processo é sim um tratamento de choque, mas que produz com sucesso seus frutos. Sucesso é aquilo que foi bem feito, atingindo seu final programado, mesmo que não se tenha fama aos olhos dos homens. Com Deus, quando somos menos em nós mesmos, quando temos menos de nós, somos mais nEle.
A estratégia de Deus é loucura para os homens, nem sempre entendemos os passos dos projetos de Deus. As vezes nossas estratégias é como uma avant-premiere, com luzes, câmeras e aplausos, tudo que a fama pode oferecer aos homens, mas Deus usa de estratégias confusas, absurdas, pequenas coisas, homens comuns, lugares comuns, coisas comuns para realizar grandes estandartes na história do mundo. Ele mesmo, Jesus, veio ao mundo em um lugar comum. Davi aprendeu a ser rei no campo, um lugar comum. Elias era tão comum, que ninguém o conhecia antes de aparecer como profeta. Amós, profeta, era vaqueiro, um homem mais do que comum, cuidava de vacas. Jeremias, profetiza com as coisas mais comuns e loucas por ser profeta. E o que dizer dos discípulos, todo comuns, homens iletrados, mas que marcaram o mundo. Mas tudo que é comum, após o Senhor mover, se torna um marco histórico e profético.
Agora com o palco da vida em sequidão, sem esperança, em podridão e sem nenhum frutos aparente, vivendo a loucura da estratégia confusa e absurda de Deus, nos encontramos mortos para nós mesmos, sem aparente esperança, nesse cenário agora, é onde o Espirito Santo age, impulsiona e motiva nosso espirito humano, e gera o sentimento que nutre toda vida com Deus, o sentimento de que precisamos trazer a memória tudo aquilo que nos trás esperança (Lm 3:21).
A noite toda foi suja, dolorosa, triste, morremos mais de uma vez, cheia de pavor, angustia, mas o raiar de um novo tempo, de um novo dia, o sol aparece, os pássaros são ouvidos, anunciando que começou algo novo, quando o vento começa a cantar, a brisa trás a certeza de que Deus vem com novidade de vida, com esperança, misericórdia e graça, pois é isso tudo, que não deixa que sejamos mortos ao fogo, ou ao fio da espada.
Como somos homens comuns, nossos atos de justiça, são com trapos de imundícia iguais aos panos de chão, assim já profetizava Isaías (64). É justamente a esperança da graça de Deus, e o coração do homem descoberto, que faz com que Paulo, o apóstolo, reforce o que Deus disse para Moíses, que Ele, é um Deus que se compadece de quem Ele quiser, e não se compadece de quem Ele não quiser. De que é Ele o oleiro e tem o poder sobre o barro, que somos nós (Romanos 9). Por conta disso, cabe a nós servos obedientes, crermos com o coração voltado a Deus, que se Ele nos traz uma nova manha, um novo tempo, com toda certeza Ele tem derramado sobre nós, sua graça e fidelidade de Amigo e Pai.
Nada vale mais nesse momento do que crer que “a nossa porção é o Senhor, por isso esperarei nEle” (Lm 3:24), se estamos aqui, vivendo momentos de dores, amanha viveremos momento de grande alegria, e receberemos do Pai, os benefícios de um Deus justo, fiel, misericordioso, amoroso, que tem um ótima mão de oleiro, nos refazendo quando preciso, que é salvador e libertador, que perdoa pecados por ser um Pai amoroso, e que sempre terá a ultima palavra.
Grande pode ser o choro que cobre nosso rosto agora, mas nunca esqueça que o nosso Deus, o Todo-Poderoso, o Eu Sou, tem graça e misericórdia e resolveu manifesta-las a nós, basta deixarmos que nossas fraquezas atraia o poder do Pai, confessando nossos erros, fraquezas e pecados escondidos.
Como diz o escritor de Lamentações, no capitulo 3, versículo 26 - “ Bom é aguardar a Salvação no Senhor, e isso em silêncio”.


No amor de Cristo,

Miquéias Castreze
pastor, missionário, servo de Deus acima de tudo!




4 comentários:

  1. Apenas fazendo uma pequena correção sobre os "trapos de imundícia" citados no artigo, meu irmão...
    No contexto de Israel, na época em que foi escrito o livro de Isaías, "trapo de imundícia" era algo muitíssimas vezes pior que um simples "pano de chão"... E é importante que as pessoas saibam disto.
    Na época, não existia aquilo que hoje conhecemos por "roupas de baixo", e consequentemente as mulheres (e os homens também, claro) trajavam apenas um vestido ou túnica que se diferenciavam em relação à classe social e ao sexo, pelas cores e pelo comprimento...
    Bem, quando as mulheres estavam "menstruadas", o que na época era dito como "costume das mulheres", o fluxo de seu sangue era considerado imundo, e a própria mulher era considerada "imunda"... Por causa da "imundície" do fluxo (menstruação). Por não existir "roupa de baixo", as mulheres, então, colocavam "um trapo" (hoje evoluiu para o absorvente íntimo), e depois lançavam esse "trapo de imundície" fora.
    Era à este "trapo" de imundície que o profeta estava se referindo... Agora será que podemos imaginar um "trapo de imundície", lançado fora, com o sangue já podre? Podemos fazer uma mera idéia...
    O irmão entende porque a ilustração de "pano de chão" não serve? É muito mais forte o termo "trapo de imundícia".
    No SENHOR,
    Carlos.

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    1. amem irmao Carlos, obrigado pelo comentario e ratificação ao assunto, mas lendo sua informação, acredito que dê mais força poetica para o texto, essas meras palavras que o Senhor me deu. Grato em Cristo, aprendemos mais sempre. em Cristo, Miquéias Castreze;.

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  2. Linda mensagem, amei....vale a pena ler e meditar!!! Deus realmente está contigo. DTA

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  3. Linda mensagem, amei....vale a pena ler e meditar!!! Deus realmente está contigo. DTA

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